sexta-feira, 25 de julho de 2008

às vezes bate a sensação de que eu faço tudo, TUDO, pelas pessoas e não recebo qualquer sinal de gratidão... tá, não receber também não. eu recebo um obrigada aqui, outro obrigada ali... palavras, né? apesar de eu adorá-las, não se comparam aos gestos. pelo menos, uma vez, eu queria um gesto de agradecimento por todas as coisas que eu abro mão, por todos os momentos em que eu me esforço pra caber, por tudo que eu não gosto e faço pra agradar... eu só queria um gesto que demonstrasse que eu sou mais importante que as outras coisas... só uma vez.

grrr. eu fico tão frustrada! é ridículo.




ouvindo: alívio imediato - engenheiros do hawaii.

terça-feira, 22 de julho de 2008

ser feliz é difícil. às vezes acho até que é mais difícil que ser triste. ser triste é simples. é estar só a multidão, não ter esperança de que coisas boas possam acontecer, se contentar em viver na superficialidade das coisas. ser feliz, no entanto, exige que a gente deixe esse lado pessimista, obscuro e medroso trancafiado lá dentro. muito, mas muito difícil.

mas se tudo na vida fosse fácil, né? que graça teria?





ouvindo: wedding nails - porcupine tree.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

why so serious, son?




ouvindo: stigmata - elysium.

domingo, 20 de julho de 2008

bruised.

tinha sol e tinha o pão de açúcar lá no fundo. tinha um faixa de areia pouco confiável. tinha gente passando na ciclovia. tinha gente parando pra ver. tinha gente tentando aprender. tinha ela, sozinha. sempre, sempre sozinha. ela ensimesmada. ela ali, parada, observando e tentando entender. tinha ela com as lembranças dela que, para sempre, estariam ali na areia de botafogo - ou em qualquer outra areia. tinha ela com medo. tinha ela sem poder gritar, sem poder aliviar a tensão que a acompanha nesses momentos.

e tinha ele, que não faz idéia das coisas que ela sente, que não entende a violência que ela sofre de estar ali sozinha mesmo que cercada de gente.

ela se violenta num esforço para ser inteira. ser inteira para ele, por ele... e mais nada.




ouvindo: bruised - jack's mannequin.
"i swear i didn't mean for it to feel like this
like every inch of me is bruised..."

quinta-feira, 17 de julho de 2008

adeus, terra do nunca.

nesse momento eu me pergunto o porquê de ter simpatizado com as pessoas do judô.

apesar de, por algumas vezes, ter me perdido nas conversas específicas - e típicas, claro - sobre o esporte - competidores, competições, técnicas, etc -, eu percebi que eu pude ser mais "eu mesma" e até conversei sobre coisas!!! estou aqui quase saltitando com isso! aposto que vocês não têm mesmo a menor idéia do quão importante é conseguir conviver pacificamente com os amigos do namorado. e o "gostinho" é melhor ainda quando não rola absolutamente nenhum esforço, quando você não se sente invisível ou um pedaço de madeira encostado num canto atrapalhando...! ah, que alívio...

vai ver eu fuciono melhor entre os "adultos". é, eu sou uma velha de vinte e três anos de idade. mas, fazer o quê? he loves me for who i am... or, at least, i hope he does so.



ouvindo: pull me under - dream theater.